Mundial de Ciclismo: Julian Alaphilippe é o campeão

Julian Alaphilippe conquistou neste domingo (27 de setembro) a camisa arco-íris de campeão mundial de ciclismo de estrada em Imola, na Itália, depois de um ataque bem calculado que começou a 12 km da chegada. O francês acelerou na subida final do Cima Gallisterna, abriu vantagem de pouco mais de 10 segundos sobre o grupo perseguidor e segurou a liderança.

No sprint pelo 2º lugar, o belga Wout Van Aert venceu o suíço Marc Hirschi, enquanto o polonês Michal Kwiatkowski teve que se contentar com o quarto lugar. O pódio do Mundial, assim, recebeu três nomes que se destacaram no recém-encerrado Tour de France.

“Um sonho da minha carreira. Quero agradecer a todos os meus companheiros de equipe que acreditaram em mim, todos fizeram um ótimo trabalho. Já estive tão perto e nunca subi no pódio. Vim com muita ambição e foi um dia de sonho para mim”, comemorou Alaphilippe, que, no Tour de France, venceu a 2ª etapa, vestiu a camisa amarela mas, penalizado na 5ª etapa por causa de abastecimento irregular, acabou perdendo suas chances.

Alaphilippe começou ataque decisivo a 12 km do final

A corrida foi disputada sob céu nublado, mas sem chuva e com temperatura na faixa dos 16 graus. Logo após a largada, com 3km de prova, um grupo de sete ciclistas saiu numa fuga. O grupo formado por Jonas Koch (Alemanha), Torstein Traeen (Noruega), Marco Friedrich (Áustria), Damiil Fomynkh (Cazaquistão), Yukiya Arashiro (Japão), Eduard Grosu (Romênia) e Ulises Castillo (México) chegou a abrir quase sete minutos de vantagem sobre o pelotão principal. Com 136km para a chegada, Friedrich e Grosu sobraram do grupo na subida Gallisterna. Pouco a pouco o grupo de escapados foi se desfazendo e faltando 69km para a chegada, a fuga foi neutralizada. Na penúltima volta, Tadej Pogacar se arriscou em um ataque, mas sem abrir mais do que 15 segundos, o esloveno campeão do Tour de France foi engolido pelo pelotão.

Pelotão no percurso em Imola

A prova de 258 km, realizada em Imola depois da Suíça desistir de sediar o Mundial por causa das diretrizes anti-Covid 19, foi disputada em um circuito de 28,8 km com duas subidas curtas, Mazzolano e Cima Gallisterna. Dos 177 que largaram, 88 concluíram a prova.

Uma fuga começou logo nos primeiros quilômetros e os últimos escapados foram neutralizados na quinta das nove voltas. A 136 km do fim, Friedrich ficou para trás, depois foi a vez de Grosu perder as forças, a 128 km da chegada. Na marca dos 108 km, Castillo também cedeu. Com apenas Koch e Traeen na frente, o pelotão perseguidor acelerou o ritmo e, a 90 km, a diferença estava em 3min19s. As equipes suíça e alemã aumentaram o ritmo, enquanto Eslovênia, Suíça, Dinamarca e Bélgica lutavam pela melhor posição na frente do pelotão.

A 70 km do final, a França passou a controlar. No início da Gallisterna, a vantagem já tinha caído para 30 segundos, com Alaphilippe, Roglic e Tim Wellens bem posicionados. Na penúltima volta, Bélgica, Austrália, Dinamarca e Noruega começaram a pressionar. Tiesj Benoot estabeleceu um ritmo acelerado no grupo que assumiu a ponta, com 60 ciclistas. A 48 km da meta, os italianos finalmente mostraram sua força ao apoiar Vincenzo Nibali.

O vencedor do Tour de France 2020, o esloveno Tadej Pogacar, assumiu a ponta e lutou pela vantagem de 10 segundos. Ao entrar na pista de Imola, a diferença tinha aumentado para 25 segundos quando soou o sino da última volta.

A 25 km do fim, Bélgica e Espanha reagiram, mas a vantagem de Pogacar permaneceu intacta quando ele alcançou a base do Mazzolano pela última vez. Tom Dumoulin atacou a 22 km e rapidamente alcançou seu rival no Tour. A captura provocou uma reação imediata, com Damiano Caruso acelerando com Wout Van Aert e Richard Carapaz.

Nibali, Van Aert, Mikel Landa e Rigoberto Uran assumiram a ponta, com a França na perseguição. Na última vez que o pelotão encarou a Gallisterna, o grupo tinha sido reduzido a 25 ciclistas. Com uma vantagem numérica, a Bélgica posicionou o campeão olímpico Greg Van Avermaet na frente, mas o suíço revelação do Tour de France, Hirschi, acelerou. Michael Kwiatkowski lançou um segundo ataque, e, desta vez, apenas Van Aert, Hirschi, Primoz Roglic, Jakob Fuglsang e Alaphilippe se mantiveram.

A emoção de Alaphilippe com a arco-íris

Em uma cena semelhante à chegada da Milão-San Remo, Alaphilippe atacou com a subida à vista. Na longa descida, o francês estabeleceu uma pequena vantagem de oito segundos sobre Fuglsang, Van Aert, Roglic, Hirschi e Kwiatkowski.

Os quilômetros finais foram nervosos, com o francês lutando contra o tempo. Quando ele entrou no circuito de automobilismo pela última vez, ainda conseguiu ver seus perseguidores. Mas a vitória estava muito perto. Alaphilippe, então, comemorou seu primeiro título mundial de estrada, e o primeiro da França desde Laurent Brochard em 1997.

Pódio do Mundial 2020

TOP 10
1 Julian Alaphilppe (França) 6:38:34
2 Wout Van Aert (Bélgica) 0:00:24
3 Marc Hirschi (Suíça) m.t.
4 Michal Kwiatkowski (Polônia) m.t.
5 Jakob Fuglsang (Dinamarca) m.t.
6 Primoz Roglic (Eslovênia) m.t.
7 Michael Matthews (Austrália) 0:00:53
8 Alejandro Valverde (Espanha) m.t.
9 Max Schachmann (Alemanha) m.t.
10 Damiano Caruso (Itália) m.t.

Bikemagazine
Fotos de divulgação/BettiniPhoto

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